IGP-M fica estável no início de agosto

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) não registrou variação na primeira prévia de agosto, após alta de 0,55% no mesmo período em julho, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador - que serve de referência para o reajuste de contratos, como os de aluguel - foi influenciado pela queda dos preços agropecuários e industriais no atacado.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% nos IGPs, teve deflação de 0,13% na primeira prévia de agosto, seguindo alta de 0,47% na parcial do mês anterior. Os preços agropecuários recuaram 0,36%, mudando de direção em relação ao mesmo período de julho, quando tiveram alta de 0,60%. O mesmo comportamento foi observado nos preços industriais (+0,42% para -0,03%). Soja em grão (-7,21%) e farelo (-5,04%), feijão (-5,88%), carne bovina (-2,18%) e minério de ferro (-1,14%) foram as principais influências negativas. Por outro lado, houve alta de 5,64% no milho, de 5,73% no leite in natura e de 6,07% no arroz em casca.

Com peso de 30% no IGP, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou de 0,28% para 0,33% da primeira leitura de julho para a primeira de agosto, com três das oito classes de despesa avaliadas registrando taxas mais altas. Transportes (-0,11% para 0,47%) puxou o avanço com a gasolina saindo de queda de 1,62% para alta de 0,96%. Vestuário (0,21% para 0,85%) e Saúde e cuidados pessoais (0,63% para 0,84%) também subiram mais, puxados por roupas (-0,01% para 0,83%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,55% para 2,09%), respectivamente.

Alimentação (0,32% para 0,07%), Educação, leitura e recreação (0,63% para 0,42%), Habitação (0,25% para 0,21%), Despesas diversas (0,45% para 0,15%) e Comunicação (0,00% para -0,06%) tiveram variações menores, sob influência de hortaliças e legumes (-1,33% para -10,58%), passagem aérea (21,31% para -3,83%), tarifa de eletricidade residencial (0,13% para -0,88%), alimentos para animais domésticos (2,71% para -0,49%) e tarifa de telefone móvel (0,15% para 0,04%), respectivamente.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,10% no primeiro decêndio de agosto, após alta de 1,69% no mesmo período em julho. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou queda de 0,11% e aquele que representa o custo da mão de obra avançou 0,29%.

Fonte: uol.com.br

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